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JOGOS OBSCUROS # Disaster: Day of Crisis (Nintendo WII)

Publicado por Renato em Games · 21/12/2015 17:22:00


Introdução
Disaster: Day of Crisis, jogo da Nintendo lançado para WII apenas no mercado Japonês e Europeu... 
Foi um dos jogos que mais marcou quando o joguei no WII, engraçado que, fatores técnicos à parte e talvez cometendo uma heresia, Disaster: Day of Crisis me fez com que Uncharted/The Last of Us não me surpreendesse tanto... 
Não é um excelente jogo mas é bom e prende bastante, em linhas gerais minhas opiniões são semelhantes à do REVIEW abaixo.


Análise - Disaster: Day of Crisis

Jogos lançados pela Nintendo no Japão que não deram as caras nas Américas não são novidade. Da ponta da língua rapidamente saem alguns exemplos: Animal Crossing e Sin & Punishment no 64; GiFTPiA e Doshin the Giant no GameCube. A notícia da geração é que os números de títulos que a Nintendo of America está resolvendo ignorar está crescendo: Fatal Frame IV, Captain Rainbow, Another Code: R, Takt of Magic e Zangeki no Reginleiv são apenas alguns dos casos no Wii (no DS eles são incontáveis) de jogos que teriam um espaço garantido no mercado ocidental, mas que não tiveram sequer uma chance.

É claro: existem argumentos que justifiquem alguns dos exemplos acima. Há um em especial, porém, totalmente incompreensível - Disaster: Day of Crisis é seu nome, mas ele também responde por "o jogo Nintendo mais americano da história". Antes de entrarmos no mérito de sua qualidade, porém, visualizem a ironia: a Nintendo está preparando seu portifólio de títulos de Wii para exibir na E3 de 2006, e decide chamar a Monolith Soft - que até então nunca tinha produzido um jogo que não fosse um RPG nos moldes japoneses - para conduzir um projeto que agradasse o mercado ocidental. O resultado é lançado no Japão e mais tarde na Europa, mas nunca em seu mercado-alvo. Dá para entender?

Disaster é um daqueles filmes de ação B de baixo orçamento em forma de game. Todos os elementos comuns estão presentes no roteiro: um herói traumatizado, um grupo de terroristas malígnos, uma mocinha raptada desiludida, uma teoria de conspiração governamental tosca e castástrofes naturais para todos os lados. Você controla Raymond Bryce, um ex-Marine e resgatista profissional que após perder seu parceiro e melhor amigo em uma erupção vulcânica vê partir também a fé em si mesmo e se aposenta precocemente, até que ele é convocado pelo FBI para uma missão. A história engrena no momento em que é revelado que a irmã caçula de seu falecido companheiro foi raptada por um grupo terrorista que está em posse de armas nucleares e não pretende doá-las para a caridade. Óbvio: Ray terá que lidar com essa situação sozinho.

Como game, Disaster é muito peculiar. A desenvolvedora o descreve como um título de "aventura e ação," mas isso não é muito esclarecedor. Na realidade, ele é de tudo um pouco: a jogabilidade alterna entre sequências de tiro on-rails, minigames e quick time events, segmentos de plataforma e cenas em veículos. É uma quimera. A falta de foco, porém, faz com que o jogo seja mediano em tudo o que faz, ao invés de excelente em uma única área. Melhor: uma quimera desengonçada.

Felizmente, a constante troca de "gêneros" no jogo cai muito bem no conjunto deste. A trama de Disaster propõe a imprevisibilidade - afinal, em um dia como o que Ray está enfrentando nunca se sabe quando uma onda gigante pode atingir a cidade -, e essa acaba sendo refletida na jogabilidade. Em um momento, você está navegando pelos destroços de uma linha de metrô, e no outro está salvando a vida de um civil com chacoalhadas do Wii Remote e do Nunchuk simulando primeiros-socorros, apenas para em seguida trocar tiros com dois Humvees com a ajuda do pointer. Entrar em detalhes aqui estragaria a diversão de descobrir o que vem em seguida e vivenciar tal acontecimento no jogo, mas posso garantir que os momentos marcantes de Disaster não são poucos. Com isso, a ação consegue surpreender o jogador à todo momento, prendendo sua atenção, mesmo com o fato de que a jogabilidade não é nada especial.



Durante a maior parte da trama, a ação é vista na perspectiva de uma terceira pessoa, enquanto Ray percorre os cenários evitando obstáculos e resolvendo quebra-cabeças. Buscando atingir um certo nível de realismo, o time de desenvolvimento da Monolith Soft transformou o protagonista em um ser frágil (para os parâmetros de heróis de games). Ray não consegue passar impune por cordões de fogo, fumaça e cinzas dificultam sua respiração, e seu fôlego não é infinito. As condições da saúde dele ficam expostas no HUD na forma de duas barras: de vida e de energia. Tudo o que Ray faz consome um pouco de sua energia, enquanto um pulmão poluído, por exemplo, acelera o processo de esvaziamento dessa barra. Quando nula, Ray começa a receber penalidades de vida, até que ele morra ou que o jogador recupere sua saúde com a ajuda de comidas e bandagens encontradas pelos cenários.

Apesar de toda a confusão em relação à jogabilidade, a progressão de Disaster segue uma estrutura bem delineada. O jogo é dividido em episódios, durante os quais Ray deve fazer de tudo para permanecer inteiro enquanto ajuda os sobreviventes das tragédias. Os resgates são os mais variados possíveis - indo desde a simples descontaminação de uma ferida até um salvamento dramático na correnteza -, e concedem ao jogador pontos que podem ser utilizados para melhorar os atributos físicos do herói. As performances nas cenas de tiro possuem um papel semelhante, fornecendo um outro tipo de pontos que podem ser gastos na compra de novas armas ou na atualização das mesmas. No fim de cada episódio, a atuação do jogador é avaliada, podendo ser recompensada com títulos, que liberam extras como novos modos de dificuldade.

Em termos gráficos, Disaster é apenas funcional, e não excepcional. O mundo do jogo é uniformemente escuro e repleto de texturas simples, e existe uma certa inconsistência em relação às animações, com algumas sendo excelentes enquanto outras beiram o bizarro. Mesmo assim, as cenas mais impactantes conseguem impressionar por serem bastante fiéis à realidade. Os aspectos sonoros, por sua vez, também animam em alguns pontos e decepcionam em outros. A dublagem dos diálogos possui aquele tom de seriedade forçada que cria alguns momentos engraçados, enquanto a trilha sonora é intensa mas acaba tornando-se muito repetitiva.

No fim, Disaster: Day of Crisis é um jogo "na média". A ação frenética diverte bastante, mas demora para começar (o início do jogo explica tudo em excesso e entedia) e acaba desacelerando perto da conclusão. Enquanto isso, a jogabilidade demonstra inconsistências, como a lentidão do pointer nas sequências de tiro e os controles esquisitos dos veículos, que não condizem com o acabamento perfeito que jogos distribuídos pela Nintendo costumam receber, mas merece elogios pela diversidade. Por esses motivos, o título não é para todos, mas sim apenas para aqueles que estiverem dispostos a ignorar certas falhas por um pouco de adrenalina. É certo porém que é uma pena o jogo não estar disponível nas lojas americanas, e, consequentemente, brasileiras. Agora, se você estiver passando pela Europa, essa é uma possível aquisição para considerar

NOTA: 7,5



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